
Pata de Elefante — O Bolachão Goiano com Coco e Queijo que Vende Sozinho na Padaria
O Pata de Elefante é o bolachão goiano que conquistou padarias de todo o Brasil — grande, crocante por fora, macio por dentro e com aquele aroma inconfundível de coco ralado e queijo. Uma fornada rende 31 a 32 unidades, com validade de 7 dias sem conservantes e preço de venda de até R$ 6,00 a unidade. É o tipo de produto que os clientes pedem pelo nome e voltam toda semana. Receita completa do Chef Paulo Dourado da Escola Padaria Sem Segredos.
Ingredientes do Pata de Elefante
- 8 ovos inteiros (tamanho médio)
- 500 g de açúcar refinado
- 400 g de nata
- 150 g de coco ralado seco
- 200 g de queijo ralado fino (parmesão ou meia-cura)
- 400 g de farinha de trigo
- 400 g de polvilho doce granulado
- 800 g de amido de milho (maisena) — “até dar o ponto”
- 100 g de fermento químico em pó
- Coco ralado extra para empanar as laterais
- Manteiga, margarina ou desmoldante para untar as assadeiras
Modo de Preparo do Pata de Elefante
1. Creme Base
Em uma bacia de pelo menos 10 litros, coloque 5 ovos, o açúcar refinado e a nata. Bata com colher de pau ou raquete de batedeira até formar um creme esbranquiçado e homogêneo. Analise a textura: se o creme ficar muito denso ou pouco aerado, vá acrescentando os ovos restantes um a um — até chegar a 8 — para garantir a liga ideal sem precisar adicionar líquido extra.
2. Saborizantes — Coco e Queijo
Com o creme pronto, incorpore o coco ralado e, em seguida, o queijo ralado fino. Misture delicadamente até que não haja mais grumos visíveis. O queijo é o que dá a personalidade e o aroma característico do Pata de Elefante — não economize nessa etapa.
3. Farinha de Trigo e Polvilho
Peneire os 400 g de farinha de trigo sobre a tigela em duas adições, incorporando com movimentos suaves de baixo para cima. Não sove — o objetivo é apenas misturar, evitando o desenvolvimento de glúten que deixaria o biscoito duro. Na sequência, adicione o polvilho doce granulado também em duas ou três etapas, mantendo sempre o movimento leve.
4. Ponto da Massa com Amido de Milho
Comece a polvilhar o amido de milho aos poucos, mexendo sempre. A cada adição, pare e levante uma porção da massa para testar o ponto: o correto é quebradiço — a massa se parte facilmente, mas ainda aglutina ao ser apertada entre os dedos. Na receita original foram necessários 800 g, mas isso pode variar conforme o tamanho dos ovos e a consistência da nata. Quando a massa estiver quase no ponto, misture o fermento químico junto à última porção de amido e distribua uniformemente.
5. Conferência e Mesa
Vire a massa sobre a mesa seca, polvilhada apenas com amido de milho. Una tudo sem pressionar — a massa deve se manter firme, ligeiramente granulada e não grudar nas mãos. Se ainda estiver pegajosa, acrescente amido em pequenas quantidades até atingir o ponto ideal.
6. Modelagem
Separe porções de aproximadamente 60 g — use balança nas primeiras peças para padronizar o tamanho. Bata cada porção entre as palmas das mãos 2 a 3 vezes para expulsar o excesso de gás do fermento. Boleie, achate suavemente até cerca de 1,5 cm de espessura e role as laterais no coco ralado extra. Disponha nas assadeiras untadas deixando pelo menos 4 cm de espaço entre cada peça. Para o acabamento típico, pressione levemente o centro com a tampa de um bico de confeitar ou outro objeto cilíndrico pequeno.
7. Assamento
Forno de lastro: 180°C por 20 a 25 minutos, com calor superior e inferior equilibrado. Forno turbo: 155 a 160°C pelo mesmo tempo, com turbina ligada para circulação uniforme. Os bolachões saem do forno pálidos, com bordas apenas levemente douradas — retire quando o miolo ainda estiver macio. Eles firmam completamente ao esfriar. A textura crocante final se desenvolve nas primeiras 2 horas após o forno.
Dicas de Produção, Venda e Armazenamento
- Rendimento: 31 a 32 unidades por fornada (1,9 kg de massa crua em porções de 60 g). Preço de venda de R$ 3,00 a R$ 6,00 a unidade — calcule seu CMV para definir a margem ideal.
- Validade: 7 dias em temperatura ambiente até 25°C, em potes herméticos ou saquinhos PP 13 × 25 cm com selagem térmica. Sem necessidade de conservantes.
- O produto ganha sabor com o tempo: qualquer nota amarga residual desaparece após 24 h e o aroma de coco + queijo fica ainda mais pronunciado no 2º dia de prateleira.
- Queijo: parmesão confere sabor intenso e marcante; meia-cura suaviza o sabor e reduz o custo de produção.
- Coco: quanto mais fino o corte (desidratado “fino”), mais uniforme o acabamento. Coco em flocos grossos deixa textura mais rústica — ambos funcionam, são estilos diferentes.
- Se usar ovos jumbo ou nata muito líquida, aumente o amido em até 10%. Massa úmida demais perde a forma durante o assamento.
Com 31 unidades por fornada a até R$ 6,00 cada, o Pata de Elefante pode gerar mais de R$ 180,00 por assada — com 7 dias de validade, sem conservantes e ingredientes acessíveis em qualquer mercado.
Perguntas Frequentes sobre o Pata de Elefante
Qual o rendimento da receita de Pata de Elefante?
A receita gera cerca de 1,9 kg de massa crua. Em porções de 60 g por unidade, o rendimento é de 31 a 32 bolachões por fornada — já descontando o peso perdido no assamento.
Qual a validade do Pata de Elefante?
A validade é de 7 dias em temperatura ambiente (até 25°C), guardados em potes plásticos herméticos ou embalados individualmente em saquinhos PP com selagem térmica. Não precisa de conservantes.
Como saber o ponto certo da massa do Pata de Elefante?
O ponto correto é quebradiço: a massa se parte facilmente ao ser levantada da tigela, mas ainda aglutina ao ser apertada entre os dedos. Se estiver grudando nas mãos, adicione mais amido de milho aos poucos até atingir a consistência certa.
Posso substituir a nata na receita do Pata de Elefante?
Sim. A nata pode ser substituída por creme de leite fresco com 35% de gordura com resultado muito similar. O sabor lácteo fica levemente mais suave, mas a textura e o rendimento se mantêm.


